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Duas pesquisadoras do PBF participam de iniciativa financiada pelo Instituto Serrapilheira

Duas pesquisadoras do PBF compõem um dos 71 grupos de pesquisa cadastrados para participar da iniciativa brasileira de reprodutibilidade financiada pelo Instituto Serrapilheira. O Instituto Serrapilheira, criado pelo documentarista João Moreira Salles, herdeiro do banco Itaú, irá doar R$ 1 milhão para esta iniciativa. O coordenador do projeto, prof. Dr. Olavo Amaral (UFRJ), descreve que o projeto é inédito e pretende analisar “o quão confiável é a ciência brasileira”.

Fonte: https://osf.io/j4sua/

No projeto, cientistas de diferentes universidades e estados irão replicar experimentos selecionados de artigos produzidos por brasileiros. A meta é reproduzir de 50-100 experimentos em 3 a 5 técnicas diferentes em pesquisa. Cada experimento será reproduzido em pelo menos 3 laboratórios diferentes, com um protocolo pré-registrado e o mais próximo possível do estudo original. Importante ressaltar que resultados consistentes, ciência de qualidade e confiável é resultado de muito planejamento. Assim, a iniciativa visa avaliar se um determinado estudo pode ser reproduzido com fidelidade por qualquer pesquisador, em qualquer lugar do mundo, aprimorando e solidificando a ciência brasileira. O coordenador do projeto reforça que “independentemente dos resultados, a geração destes dados nos permitirá refletir sobre nossas práticas individuais e coletivas, ajudando a colocar o Brasil na vanguarda do desenvolvimento de uma ciência mais confiável a nível mundial”.

A Universidade Estadual de Maringá fará parte da primeira etapa deste projeto, com os pesquisadores Dr. Andrelson W Rinaldi (DQI, PQU), Dra. Jaqueline C Rinaldi (DCM, PBF) e Dra. Erika K Cotica (DAB, PBF), sendo uma das três Universidades selecionadas no Paraná. “Acreditamos que a participação em iniciativas como esta é importante para o cenário acadêmico brasileiro, fundamental para o aprimoramento de nossa ciência, afinal a reprodutibilidade sempre foi e sempre será uma preocupação de pesquisadores idôneos. Além disso, o projeto irá favorecer discussões entre cientistas de diferentes universidades, com diferentes opiniões, enriquecendo a problematização do tema na mídia” afirmam os pesquisadores.

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